Quanto gasta de energia uma impressora 3D? Como calcular o kWh
Como calcular o consumo de energia da impressora 3D por impressão: potência em kW, horas e tarifa da conta de luz, com tabela de exemplo e dicas para medir o consumo real.
Resposta rápida
O custo de energia de uma impressão 3D é potência em kW × horas de impressão × tarifa em R$/kWh. Uma impressora de 150 W imprimindo por 3 horas consome 0,45 kWh; com tarifa de R$ 0,95 por kWh, isso custa cerca de R$ 0,43. A potência da etiqueta é o máximo; o consumo médio real costuma ser menor, e uma tomada medidora mostra o valor exato.
A conta de energia é a parte que mais assusta quem está começando, e na maioria das vezes é a que menos pesa no preço. Mesmo assim ela precisa entrar no custo, principalmente em impressões longas. Veja como calcular.
A fórmula
custo da energia = potência (kW) × horas de impressão × tarifa (R$/kWh)
Três números:
- Potência em kW: watts divididos por 1.000. 150 W = 0,15 kW.
- Horas de impressão: o tempo que o fatiador mostra (ou o tempo real, se a impressão demorou mais).
- Tarifa em R$ por kWh: vem da sua conta de luz.
Exemplo: 0,15 kW × 3 h × R$ 0,95 = R$ 0,43.
Tabela de exemplo
Com tarifa de R$ 0,95 por kWh:
| Potência | 1 hora | 5 horas | 10 horas |
|---|---|---|---|
| 150 W | 0,15 kWh · R$ 0,14 | 0,75 kWh · R$ 0,71 | 1,5 kWh · R$ 1,43 |
| 350 W | 0,35 kWh · R$ 0,33 | 1,75 kWh · R$ 1,66 | 3,5 kWh · R$ 3,33 |
Multiplique pela sua tarifa e pela potência da sua impressora para ter os seus valores.
Como achar a sua tarifa
Pegue a última conta de luz e divida o valor total pelo consumo em kWh do mês. Esse número já inclui impostos (ICMS, PIS e Cofins), a iluminação pública e a bandeira tarifária daquele mês. Como as bandeiras mudam ao longo do ano, use uma média de alguns meses ou a conta mais cara, para não ficar no prejuízo.
Potência nominal x consumo real
A potência que aparece na etiqueta ou na fonte é o máximo que a impressora consegue puxar. No dia a dia ela consome menos:
- No começo, a mesa aquecida e o bico puxam mais energia para chegar à temperatura.
- Depois de aquecida, a impressora só repõe o calor que perde, e o consumo médio cai.
- Uma câmara fechada (enclosure) segura o calor e reduz o consumo da mesa, mas pode ter ventiladores e luzes próprios.
- Temperatura do ambiente, temperatura da mesa e material (ABS e ASA pedem mesa mais quente) mudam o consumo.
Usar a potência nominal deixa a conta do lado seguro. Se quiser precisão, ligue a impressora numa tomada medidora de energia (vendida em lojas de material elétrico e marketplaces) e meça uma impressão inteira: kWh medidos ÷ horas = potência média real.
Quanto a energia pesa no preço
No exemplo do guia de custo, uma peça de 50 g impressa em 3 horas custa R$ 19,28, e a energia é R$ 0,43 disso. No preço de venda de R$ 35,70, a energia fica em pouco mais de 1%.
Isso não quer dizer que pode ser ignorada:
- Em impressões de 20 ou 30 horas, ela passa a ser alguns reais por peça.
- Em impressoras grandes ou com câmara aquecida, a potência sobe.
- Quem tem várias impressoras ligadas o dia todo sente na conta do mês.
O que pesa mais, quase sempre, é o tempo de máquina (depreciação) e o seu trabalho. Veja o guia de depreciação.
E as outras máquinas?
Estação de lavagem e cura (na resina), secador de filamento, compressor de aerógrafo e iluminação da bancada também gastam energia. Se usar sempre, some ao custo fixo da oficina e divida pelas horas de trabalho do mês, em vez de calcular peça por peça.
Resumo
Potência em kW × horas × tarifa. Pegue a tarifa da conta de luz (valor total ÷ kWh), use a potência nominal se não puder medir e confira o consumo real com uma tomada medidora. Na calculadora grátis a energia entra automaticamente na conta.
Perguntas frequentes
Uma impressora 3D gasta muita energia?
Na maioria das peças, não. No exemplo do guia, a energia é R$ 0,43 de uma peça de R$ 35,70, pouco mais de 1% do preço. Ela pesa mais em impressões muito longas, em impressoras grandes e quando a mesa aquecida trabalha em temperatura alta.
Qual potência usar na conta: a da fonte ou a da etiqueta?
A da etiqueta ou a da fonte é o máximo que a impressora pode puxar. Usar esse valor deixa a conta do lado seguro. Se quiser o número real, meça com uma tomada medidora de energia durante uma impressão inteira e divida os kWh pelas horas.
Onde encontro a tarifa de energia?
Na sua conta de luz: divida o valor total pelos kWh consumidos no mês. Assim a tarifa já inclui impostos e a bandeira tarifária do período.